sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Está tudo bem!


Oláa, tudo bem com vcs?

Sumi mesmo, confesso que sumi.
Tantas coisas aconteceram e tem acontecido, mas vou contar tudo, resumido é claro.

Bem, eu e o amado estamos numa de altos e baixos. Ele com a sua adicção e eu com a minha aceitação de algumas circunstâncias.

É difícil depois de um bom tempo trabalhando ficar em casa novamente, viver de um auxílio que não chega nem perto de um salário, essa tem sido minha dificuldade e aonde eu desanimei.
Campinas é uma boa cidade, mas a remuneração aqui é muito ruim. O mercado está cada vez mais exigente e pagando menos.
Essa tem sido minha dificuldade, aceitar aquilo que eu não posso mudar e esperar alguma coisa acontecer, no tempo determinado.
Tenho enviado currículos, feito inúmeras entrevistas, mas sem sucesso.

O amado, tem me auxiliado muito, tem me ajudado a pagar as contas, às vezes me leva para almoçar ou jantar, sempre uma coisa diferente. Nas últimas semanas viajamos duas vezes, e ele tem feito o possível para me alegrar, e fico muito feliz com isso.
Em momento algum eu pedi a sua ajuda, não gosto de pedir, e ele até falou, você me ajuda muito, e o emprego que eu tenho, é graças a Deus e a você, então eu quero te ajudar. Mas o orgulho bate forte aqui, às vezes.

Aceitar uma situação, a qual eu sei que não é pra sempre, mas o "ter" que aceitar e me virar da maneira que eu posso, é algo que tem sido difícil, intolerante.
Voltar a depender dos meus pais, é algo chato. Às vezes, meu pai na sua falta de sabedoria acaba falando coisas que me magoa pelo fato de não estar trabalhando, então, está complicado.
E o que resta, é ter fé, e acreditar que vai mudar essa situação e deixar a ansiedade de lado.

O amado está na sua gangorra da adicção. Está numa crise interna, que às vezes ele tem a dificuldade de aceitar algumas coisas.
Tivemos um desentendimento por uma paranóia dele, de achar que eu estava afim de outra pessoa, ele encanou que eu estava desinteressada nele.
E eu tive uma conversa franca, falei que em hipótese alguma o trai e muito menos estou desinteressada da pessoa dele, porque se estivesse já o teria abandonado. E graças a Deus ficou tudo bem.

Vejo sua carência, seu medo de ser abandonado, de achar que irei condená-lo, mas não, não faço isso.
Como eu relatei em alguns posts, mudei a tática, usou, não falo nada. A conversa é no dia seguinte sempre conscientizando do risco em que se corre.
Notei que sua resistência da droga diminui (se eu estiver errada me corrijam), antes precisava usar muito para ficar alucinado, hoje menos de um "pino" de cocaína é o suficiente para deixá-lo travado, com medo e vendo coisas.
É triste isso, mas insisto em falar que é a sua escolha. Que por mais que ele fala que não gosta, que não quer, quando vem a vontade ele não luta.
E sem luta é impossível obter a conquista!

Apesar de acontecer algumas recaídas, a mudança do meu comportamento me ajudou muito, pois não estou sofrendo mais como sofria antes.
Quando sei, apenas peço para Deus iluminar a mente, os caminhos dele, para que ele encontre a serenidade e que no momento da conversa eu consiga colocar as palavras de maneira sábia para ele, assim poder ajudá-lo.

Agradeço a Deus pelo pastor que tem nos auxiliado, pois sem a ajuda dele e de Deus, não conseguiriamos nos mantermos em pé, acreditando numa melhora. São poucas pessoas que escolhem ajudar um adicto sem ver o "real" problema, sem julgar, sem condenar, e ainda bem que existem pessoas assim!

Já voltei as aulas da faculdade, com muito trabalho e já com provas marcadas.
O amado já foi professor de inglês, então me ajudará dar uma melhorada no meu idioma, porque está bem fraquinho.
E assim vou caminhando, vivendo um dia de cada vez.

SPH