quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Pra viver, não basta existir


Olá, tudo bem com vocês?
Véspera de feriado, mas ficarei em casa.

Ainda preocupada com a tal "recolocação", mas tentando não me abaladar.
E começou a correria na faculdade, entrega de trabalhos, atividades complementares, atividades online, graças a Deus pelo menos isso para ocupar minha mente, colocando ela para trabalhar!

Esses dias tem sido difícil, como já comentei aqui, meu pai também é adicto (sua droga de escolha é o álcool), e o seu uso tornou incontrolável.
Ele está tomando uma garrafa de cachaça por dia, no máximo em dois dias.
E com esse uso incontrolável, ele está uma pessoa irredutível, áspero, rígido, para conversar com ele não dá, que qualquer coisa ele parte para discussão.

Eu nunca passei por momento assim com o amado, quando ele usa, fala demais, fica fazendo as mesmas perguntas toda hora, e aquele medo de que tem alguém atrás, o qual eu chamo de "tormento".

Mas, contudo isso, está bem difícil criar essa tolerância com meu pai, pois parece que voltou a ser uma criança novamente, a qual temos que ensinar tudo novamente.
Ele nunca usou droga (isso até onde eu sei), fumava cigarro, mas parou já tem uns 10 anos. Desde da morte do seu pai, percebemos que o seu consumo aumentou.
Alguns meses atrás ele ficou 2 semanas sem beber, mas não resistiu, começou com cerveja preta, depois uma dose de conhaque e voltou na velha cachaça.

Isso tem interferido nas finanças, nas decisões importantes, nas oportunidades, porque sua mente fechou. É sempre a mesma coisa, trabalho, muitaaaa bebida, come ou às vezes não come, dorme e vai trabalhar. Sempre o mesmo ciclo, sempre a mesma coisa, detalhe, canal de esporte 24 horas e aí de mim ou da minha mãe mudar de canal.

Já falei para minha mãe que meu pai é igual ao amado, só muda a droga de escolha e algumas atitudes, mas ela não aceita, acha que é diferente!

Enquanto o amado, continua na sua montanha russa, estava bem, mas insiste procurar "sarna" para se coçar.
Eu falei pra mim mesma, se engatar uma crise, vai ficar assim. Como diz a "Maria", vou deixar chegar no fundo da foça.
Com 34 anos, mais ou menos 20 anos de adicção, precisa conhecer mais o quê? Precisa perder mais o quê?

E meu pai? Não sei ao certo, mas acredito que seja mais de 30 anos de adicção. Tudo começou com o "beber socialmente" que não dá nada.
Mas os resultados o rosto já reflete!

Quanto tempo se passou, quantas histórias, quantas clínicas... Tudo passa nessa vida, e se você não tiver no caminho certo, você vai ficar pra trás e talvez seja difícil de recuperar algumas coisas que passaram nesse período.

Duas pessoas que eu amo, sofrendo do mesmo mal.
Mas a escolha é somente delas.

Se perguntar se eu sofro, minha resposta é "não", claro que ficamos triste com algumas atitudes, sentimos pela pessoa, mas o complemento da minha resposta é ELES SOFREM BEM MAIS e escolheram continuar sofrendo!

Continuo pedindo ao Poder Superior que os abençoem e que abra a mente deles, e que saibam fazer a escolha certa em tempo RECORDE, antes que ela os consuma.

Esse é o meu desejo de hoje, para os meus dois amores, para minhas duas paixões, para os dois homens da minha vida!

Entendam esse post como um alerta, ambos começaram na juventude e hoje continuam escravos desses males.
Dê importância a sua vida, a verdadeira qualidade de vida! É possível ter uma vida plena e de qualidade sem drogas.

Infelizmente para as pessoas que são escravos de um vicío é difícil se livrar dele, pois cada um tem sua dificuldade, sabe onde o "sapato" aperta, mas não é impossível.
Não perca tempo, viva a vida!

9 comentários:

  1. Que barra né Mari...meu pai tbm foi alcoolatra, morreu aos 51 anos, nem sabemos ao certo qual era o estado da saude dele, pois ele era separado de minha mae, e nao ia ao medico, só soubemos que tudo estourou por dentro em uma manha e ele ja chegou sem vida ao hospital, deve ter sido cirrose, ele vivia com outra mulher e ela nao gostava da gente, entao crescemos longe dele...fica aí o meu alerta tbm.

    Serenidade amiga !

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    1. Que triste a história!
      O ruim que vai chegando numa certa idade, vai criando uma resistência em ir ao médico, isso que é pior ainda!

      Mas, está nas mãos do PS.

      Beijooos

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    2. Também perdi meu pai aos 51 anos de idade, de overdose. Além de alcóolatra, ele usava todos os tipos de drogas desde os 17 anos. São tristes as lembranças... Graças a Deus, só por hoje meu esposo tem feito uma escolha de vida bem diferente! Muito importante esse Post, Mari, afinal muitos acham que álcool não é droga, mas é sim! Infelizmente ele aparece nas novelas, nas propagandas e nas festas como algo bom, mas, como qualquer outra droga ele destrói muitas vidas e muitas famílias.
      Querida, estou contigo, ok?
      Um super beijo, e uma boa semana!

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  2. TE ENTENDO PERFEITAMENTE MARI...TAMBÉM VIVENCIEI COM MEU PAI A ALGUNS ANOS ATRAS ESTE MESMO PROBLEMA DO ALCOOLISMO,CHEGAVA A TOMAR 1 LITRO DE VODCA POR DIA ,IMAGINE ERA UM VERDADEIRO TORMENTO POIS TAMBÉM TINHA PROBLEMAS COM MEU MARIDO COM AS DROGAS,HOJE MEU PAI NÃO BEBE MAIS POIS INFELIZMENTE SE DESCOBRIU PORTADOR DE ALZHEIMER E PRATICAMENTE ESTA VEGETANDO EM CIMA DE UMA CAMA,EU ACREDITO QUE TUDO DE MAU QUE FAZEMOS COM NOSSO CORPO NA JUVENTUDE ACARRETA UMA SERIE DE PROBLEMAS NA NOSSA VELHICE,AFINAL NÃO SOMOS DE FERRO NÉ?
    INFELIZMENTE SEI COMO É DURO PASSAR POR ISTO!
    DESEJO MUITA FORÇA E PAZ PRA VOCÊ COMPANHEIRA!!
    QUE DEUS ABENÇOE VC E SUA FAMÍLIA.
    GRANDE ABRAÇO!

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    1. Também acredito nisso, na famosa lei da semeadura, e sempre penso que a qualidade do seu fruto vai depender da qualidade da sua semente!

      Só espero que ele acorde, que como vc mesmo disse, ninguém é de ferro.

      Beijoooos

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  3. Mari, saudades querida!!!
    Deve tá a maior barra pra você heim... Além do seu amor,
    ter seu pai mal também...
    Força, pra não deixar a serenidade de lado!

    Seu pai já foi ao A.A ???

    Será que você não consegue, um jeitinho dele ir em uma reunião???

    Não esqueça que você pode contar sempre comigo também ok??
    Mas vamos rezar e ter fé... Logo, logo bons tempos virão e vamos poder viver em recuperação com nossos amados...

    Beijos!!! Te amo!

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    1. Nunca foi no AA, e já até dei a dica...Já falei muito do SPH, porque ele sabe da adicção do amado, mas acha que ele é diferente.

      Obrigadooo Maria!
      Beijooos
      Amo vc

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  4. Mari, fico triste por saber que está vivenciando os vários tipos de dependência química, a do seu pai e do amado, mas por outro lado, a sua postura perante á essa situação é o que faz toda a diferença.
    Parabéns por não se permitir sofrer!
    Tamujuntas amiga, força sempre!
    Beijos

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    1. Giuli, falou tudo! Tudo muda com a nossa postura, e graças a Deus comecei a ter esse entendimento.

      Obrigada e tamujuntass
      Beijoooos

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