quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Um dia de cada vez



Um dia de cada vez, foi essa frase que eu disse a uma amiga hoje.
E nessa frase eu pude fazer uma reflexão muita rápida de tudo que já vivi e estou vivendo ao lado de um adicto.

Se não fosse um dia de cada vez, me reeducando, me disciplinando, não sei como estaria.
Mas graças a Deus, só por hoje está tudo bem!

Completei 23 primaveras no dia 25/09, foi um dia muito feliz, que confesso que é muito bom ser lembrada.
A primeira ligação, foi do amado, logo a meia noite. Depois abraços da minha mãe, meu pai, e no dia seguinte as ligações.
E o amado ainda me trouxe essas flores lindas! Ameiiiiiiiiiiii!
Chorei escondidinha de emoção com as flores e com o cartão!

Domingo, um almoço bacana numa cidade próxima aqui de Campinas, com a família e alguns amigos.
Feliz de rever alguns amigos, com a família reunida e a noite culto!

Parece que a paz está voltando entre eu e minha sogra. Ela está muito diferente, esses últimos dias saimos juntas várias vezes na semana, levei ela para resolver seus compromissos, viajamos para Guaxupé, para um casamento da família do amado.
Ela está super diferente comigo, eu estou até estranhando né.
E esses dias ela estava mal, com infecção urinaria e eu também, e dai ela me ligou para saber como eu estou, se tinha melhorado... Gente, super fiquei impressionada, mas com pé atrás, vai que muda...rs

Já o amado, ainda está na gangorra e é nitído seu sofrimento. Volto a falar, escolhas dele que eu não posso interferir.

Meu pai, ele continua super ativo, mas foi ao médico porque sentia muitas dores nas pernas.
E veio o resultado, artrose!
Isso o abalou muito, porque seu pai tinha a mesma doença, mas era bem avançada. Segundo os médicos, se ele estivesse vivo, estaria de cadeira de rodas.
Mas o caso dele está bem no início, e pelo fato de ser novo (55 anos) é algo que dá para tratar, mas não tem cura.
O médico falou que ele pode continuar trabalhando, mas tomando os remédios. Parte ruim, cada caixa de remédio custa em média R$150,00.
Se Deus permitiu isso, o que nos resta é aceitar, mas não se acomodar.
E ele se acomodou, ao ponto de querer parar de trabalhar, mas minha mãe disse que não, não é possível pelo fato dele ser hiperativo, e se ele parar irá beber mais, e isso não queremos.

E eu... Ainda estou disponível no mercado de trabalho...
Feliz por um lado, desanimada pelo outro. Mas continuo na luta, não dá pra desistir.

Caminhando e vivendo um dia de cada vez.